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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Argumentos para continuar protestando contra a Copa do Mundo no Brasil


Manifestantes em frente ao Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no ato "Copa pra quem?", em junho de 2013 / Foto: Mídia Ninja

Após a primeira grande manifestação do ano contra a Copa do Mundo no Brasil, ganhou corpo na internet uma campanha orquestrada para desqualificar os que criticam a realização do megaevento
 
Do Comitê Popular da Copa de São Paulo*

Desde 25 de janeiro, após a primeira grande manifestação do ano contra a Copa do Mundo no Brasil, ganhou corpo na internet uma campanha orquestrada para desqualificar os que criticam a realização do megaevento.
 
Um vocabulário sinistro povoou textos em blogs, sites de notícias e postagens nas redes sociais que se prestaram ao nefasto serviço. Termos como “bandidos”, “fascistas” e até “terroristas” foram usados para classificar manifestantes, em uma flagrante demonstração de má fé e irresponsabilidade. Até a presidenta da República surgiu com uma declaração de que protestar contra a Copa é “ter uma visão pequena do Brasil”.
 
Houve ainda quem apelasse para o nacionalismo, acusando os que são contra a Copa de serem contra o país. Impossível não lembrar, nesse raciocínio, do governo Médici e o chavão ufanista “Brasil: Ame-o ou Deixe-o”, empregado a quatro cantos durante um dos períodos mais repressivos da Ditadura.
 
No entanto, a estratégia de desqualificar manifestantes e manifestações tem pernas curtas. Tudo porque, infelizmente, os legados negativos da Copa são gritantes demais para serem apagados, e se apresentam como quase que uma inesgotável fonte para mais protestos.
 
Aos que não os veem (ou não querem ver), porém, gostaríamos de abrir os olhos.
 
A Copa das Remoções
A Ancop (Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa) estimou que 250 mil pessoas foram ou serão removidas de suas casas no Brasil, em razão de obras justificadas pela realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Há dificuldade em encontrar o número exato de pessoas afetadas pelas remoções, pois o poder público das cidades-sede frequentemente se nega ou diz não ter informações sobre os despejos.
 
dossiê “Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil”, produzido pela Ancop, aponta que:
 
“As estratégias utilizadas uniformemente em todo o território nacional se iniciam quase sempre pela produção sistemática da desinformação, que se alimenta de notícias truncadas ou falsas, a que se somam propaganda enganosa e boatos. Em seguida, começam a aparecer as ameaças. Caso se manifeste alguma resistência, mesmo que desorganizada, advém o recrudescimento da pressão política e psicológica. Ato final: a retirada dos serviços públicos e a remoção violenta”.
 
As Nações Unidas, em sua revisão periódica universal de 2012, também questionaram a violação de direitos humanos na preparação da Copa de 2014, sobretudo no que diz respeito aos despejos forçados.
 
Portanto, em nome da Copa do Mundo, graves violações de direitos humanos foram e estão sendo cometidas. Comunidades inteiras foram e estão sendo riscadas do mapa, desorganizando a vida de milhares de pessoas, destruindo laços comunitários de décadas e criando traumas psicológicos permanentes. Tudo no decorrer de processos marcados pela verticalidade, truculência e falta de transparência do poder público.
 
A Copa dos Elefantes Brancos
De acordo com a ONG “Contas Abertas”, pelo menos quatro dos 12 estádios construídos e/ou reformados para a Copa vão se transformar em elefantes brancos – isto é, obras caras, vultosas, mas subutilizáveis.
 
Os estádios de Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal não deverão sair por menos que 2,8 bilhões de reais no total. Parte da verba será financiada via BNDES, que tem na sua composição verbas oriundas do Tesouro Nacional e do Fundo de Amparo ao Trabalhador – públicas, portanto. Outra parte será composta diretamente por dinheiro público, através de aporte dos governos estaduais. Em todas essas cidades, os estádios serão grandes (e caros) demais para locais com histórico de partidas de futebol com públicos pequenos.
 
Por exemplo, o estádio Mané Garrincha, em Brasília, tem capacidade máxima para 71 mil pessoas. A contradição salta aos olhos quando olhamos para o público do primeiro jogo da final do campeonato brasiliense do ano passado: parcos 1.956 pagantes. O mesmo cenário se repete nas outras três cidades mencionadas.
 
Chegamos ao ponto de em Manaus, o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, ligado ao Tribunal de Justiça do Amazonas, aventar a hipótese de transformar o recém-construído estádio em um ‘presídio’ temporário.
 
Desta forma, não é difícil concluir que, passada a Copa, todos os quatro estádios deverão ficar vazios – fato que se configura em um bilionário descaso com o dinheiro público.
 
A Copa da Exploração Sexual
Em um país onde reina a pobreza e a cultura do machismo, a realização da Copa do Mundo, com a consequente chegada de milhares de turistas, só fará aquecer ainda mais as redes de aliciamento que se beneficiam do mercado da exploração sexual.
 
Um estudo da fundação francesa Scelles comprova que as grandes competições internacionais permitem que as redes criminosas “aumentem a oferta” de pessoas que são prostituídas. Na África do Sul, por exemplo, o número estimado aumentou de 100 para 140 mil, durante o megaevento de 2010.
 
O Brasil possui um dos maiores níveis de exploração sexual infanto-juvenil do mundo. De acordo com o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, uma rede de organizações não-governamentais, estima-se que existam 500 mil crianças e adolescentes na indústria do sexo no Brasil (dados de 2012). Este índice tende a crescer ainda mais com a Copa de 2014. Em março de 2012, foi denunciado o site “Garota Copa Pantanal 2014? que publicava vídeos e fotos de garotas menores de 18 anos em posições sensuais e com camisetas promocionais alusivas ao torneio de futebol.
 
Mas tais impactos começaram antes mesmo dos primeiros turistas chegarem para os jogos. Há denúncias do aumento de exploração sexual, incluindo crianças e adolescentes, nos arredores dos estádios e das grandes obras urbanas da Copa, divulgadas recentemente no jornal britânico “Mirror”, que revelou que garotas de 11 a 14 anos estão se prostituindo na região do Itaquerão, Zona Leste de São Paulo.
 
Apesar de a exploração sexual ter sido elencada entre as preocupações das autoridades brasileiras com a realização do megaevento, pouco foi efetivado em termos de políticas públicas preventivas ou de combate ao tráfico de mulheres até o momento.
 
No estado da Bahia, o terceiro em número de denúncias de violência sexual, apenas em dezembro de 2013 se divulgou uma campanha com o título “Fim da Prostituição e do Tráfico Infantil”. Além disso, as poucas campanhas realizadas até agora são relacionadas ao público infantil, campanhas estas que são mais aceitas pela sociedade e provocam adesão no combate.
 
Todavia, campanhas relacionadas a públicos estigmatizados, como mulheres e travestis, não recebem a devida ênfase, omitindo-se assim o fato de que se tratam de vítimas das condições sociais que as levaram à prostituição. Isso nos remete ao histórico de violação de direitos que perpassa até mesmo os planejamentos das políticas públicas.
 
Ativistas e organizações que combatem a exploração de pessoas indicam que o assunto não é prioridade para os governos, que continuam reprimindo as trabalhadoras e trabalhadores do ramo ao invés de desenvolver políticas públicas de prevenção à exploração sexual, dando-lhes outras condições e alternativas de sobrevivência. Políticas deveriam ter sido intensificadas logo que o país foi eleito sede da Copa do Mundo, o que não ocorreu.
 
É valido ressaltar que campanhas de combate à exploração sexual, até então, pouco têm se relacionado ao nome da Fifa. Será que esse é mais um requisito para trazer o torneio ao Brasil? Assim como é exigido a outras corporações, a Fifa também deveria cumprir leis de responsabilidade social, como, por exemplo, campanhas e ações na área do combate à exploração sexual, dados os inúmeros alertas e fatos que comprovam que o Mundial intensifica esse sombrio mercado.
 
A Copa do Fim da Soberania
Para poder receber a Copa do Mundo, o governo brasileiro resolveu abrir mão da soberania do país, que em tese estaria garantida no artigo 1º da Constituição Federal. Fez isso ao oferecer, ao longo do tempo, uma série de garantias à Fifa nas quais se compromete em acatar todas as demandas impostas pela entidade.
 
Dessa forma, em 2012, foi sancionada a Lei Geral da Copa, que flexibiliza a legislação nacional e cria zonas de exceção nas cidades-sede.
 
A lei dá à Fifa a prerrogativa de estabelecer em torno dos eventos esportivos e da Fan Fest uma área com um raio de até 2 quilômetros onde somente patrocinadores oficiais poderão comercializar produtos. Estabelecimentos comerciais regulares não seriam impedidos de abrir as portas, mas trabalhadores ambulantes – que em São Paulo totalizam cerca de 138 mil pessoas – fatalmente serão reprimidos e impedidos de trabalhar.
 
A Fifa conseguiu ainda fazer com que o Estado brasileiro criasse novas tipificações penais. A Lei Geral da Copa prevê pena de três meses a um ano para os que usarem de forma indevida (isto é, com fins comerciais) símbolos relacionados ao evento, nacionais e culturais. Isto significa que palavras como “Mundial”, “Copa”, “Brasil”, “Canarinho”, entre tantos outros, ficam nas mãos da Fifa e de suas empresas parceiras para exploração comercial exclusiva.
 
Esses novos crimes ainda serão julgados por tribunais de exceção a serem instalados no entorno dos estádios. Nestes locais, o julgamento será conduzido de forma rápida e com penas mais duras, prejudicando o direito à ampla defesa – um dos direitos penais mais básicos de qualquer democracia.
 
Por fim, é preciso ainda lembrar que a Lei Geral da Copa concede à Fifa e a suas empresas parceiras isenção total de todos os impostos brasileiros, seja na esfera municipal, estadual ou federal. Estimativas do próprio governo brasileiro apontam uma economia à entidade de 1 bilhão de reais em razão da desoneração fiscal.
 
Não à toa, a Copa do Mundo no Brasil deve ser a mais lucrativa da história da Fifa. Segundo a própria entidade, que em tese não tem fins lucrativos, o megaevento deve render 10 bilhões de reais aos seus cofres.
 
A Copa da Elitização
Para poder receber a Copa do Mundo, governos e clubes foram obrigados a construir e reformar estádios obedecendo a um “padrão Fifa de qualidade”. Isto significou que estádios deixam de ser “estádios” e passam a ser chamados de “arenas”, onde tudo é de última geração: do telão que mostra os lances do jogo ao estofado das cadeiras.
 
Em princípio tratam-se de novidades positivas, mas que só resistem ao nível da aparência. Na prática, há um trágico efeito colateral em curso: os custos das novas arenas são embutidos no preço dos ingressos, que ficam mais caros, gerando uma pérfida elitização do futebol.
 
A consultoria BDO divulgou um estudo que abrangeu as nove primeiras rodadas do Brasileirão de 2013. Em um primeiro momento, foi analisado o preço dos ingressos para partidas realizadas nas novas arenas reformadas para a Copa das Confederações. Em seguida, verificou-se o preço dos ingressos para partidas realizadas nos estádios antigos. O resultado apontou que os ingressos nas novas arenas foram em média 119% mais caros que os nos estádios antigos.
 
Com as arenas, espaços tradicionais da torcida brasileira, como as gerais e as arquibancadas, são extintos ou reduzidos. Em seu lugar se instalam lojas e estabelecimentos comerciais. Surge assim o “torcedor-consumidor”, caracterizado pelo pouco envolvimento na política e dia-a-dia de seu time, e que vai ao estádio assistir a uma partida assim como vai ao cinema de um shopping center.
 
Nesse processo que veste o manto do capital imobiliário e especulativo, parcelas mais pobres da sociedade são excluídas e impossibilitadas de acompanhar in loco jogos do esporte mais popular do país.
 
A Copa da Repressão
Mais preocupante que a campanha orquestrada para desqualificar os que criticam a Copa é o movimento orquestrado pelo Estado brasileiro para expandir o aparato repressivo visando sufocar protestos durante o megaevento – e muito provavelmente, depois. Este movimento tem atuado em duas frentes: uma legislativa e outra ostensiva (policial e militar).
 
O projeto de lei 728/2011, de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB), pretende tipificar o crime de terrorismo no Brasil. Atualmente em trâmite no Senado, caso seja aprovado, este projeto criará um subterfúgio jurídico para que tribunais possam enquadrar movimentos sociais e manifestantes que supostamente promovam a ação direta como recurso durante manifestações.
 
Já na frente ostensiva, o cenário é ainda mais chocante. O governo federal já gastou quase 50 milhões de reais em armamento menos letal, que inclui granadas de todos os tipos, armas de choque elétrico e balas de borracha. Uma tropa de choque especial com 10 mil homens também foi criada para atuar nacionalmente nas cidades-sede da Copa.
 
Em São Paulo, a Polícia Militar avisou que vai adquirir caminhões que lançam jato d’água para conter manifestantes. Trata-se dos mesmos caminhões que foram largamente usados para reprimir manifestações populares na Turquia e no Chile.
 
Um batalhão especial, formado por 413 policiais militares, também foi criado pelo governo paulista com a função de fazer o “controle de distúrbios civis e antiterrorismo”.
 
Mas assombroso mesmo é o manual publicado pelo Ministério da Defesa em dezembro último, intitulado “Garantia da Lei e da Ordem”, que atualiza orientações para a atuação das Forças Armadas no país.
 
No texto, “movimentos ou organizações” são classificados como “forças oponentes”, assim como qualquer pessoa ou organização que esteja obstruindo vias de acesso, “provocando ou instigando ações radicais e violentas”.
 
Na lista de principais ameaças estão “bloqueios de vias públicas de circulação”, “depredação do patrimônio público e privado”, “paralisação de atividades produtivas” e “invasão de propriedades e instalações rurais ou urbanas, públicas ou privadas”.
 
As Forças Armadas devem estar nas ruas durante a realização Copa do Mundo, assim como estiveram durante a Copa das Confederações.
Que “Copa das Copas” é essa que precisa do exército nas ruas para acontecer?
 
A Copa dos Protestos
Diante de tantas arbitrariedades, violações de direitos humanos, processos de exclusão social, apropriação do patrimônio público, entre outras várias mazelas, protestar contra a realização da Copa da Fifa no Brasil não só é legítimo – é também um dever. Portanto, não se deixe intimidar por discursos embevecidos por um patriotismo cego e anacrônico ou ainda por artigos escritos por gente cujo verdadeiro compromisso é com determinada agremiação política ou com o próprio bolso.
 
Enquanto políticos e articulistas desqualificam, a atuação do aparato militar contra manifestações recrudesce, fato que ficou claro no protesto do último dia 25 de janeiro, quando o manifestante Fabrício Proteus foi baleado quase que mortalmente por policiais militares. O episódio – bastante rotineiro nas periferias do Brasil, diga-se – se configura como um eloquente alerta para futuras manifestações.
 
Mas nem a violência policial nem o discurso da desqualificação devem nos impedir de desfrutarmos do direito constitucional de protestar, sobretudo contra uma Copa imersa em podridão como a que se avizinha.
 
Então, que em 2014 façamos das ruas e avenidas das cidades a verdadeira arquibancada do país!
 
*O Comitê Popular da Copa de São Paulo, criado em 2011, é um grupo de articulação contra os impactos e as violações de direitos humanos da Copa do Mundo de 2014 em SP. Este texto foi publicado originalmente no site do Comitê, onde mais informações podem ser encontradas: comitepopularsp.wordpress.com/

do site PSOL50

Primeiro programa do PSOL em 2014 vai ao ar nesta quinta-feira, em cadeia nacional de rádio e TV


Leonor Costa, do site do PSOL Nacional

O pré-candidato à Presidência pelo PSOL, senador Randolfe Rodrigues, e a ex-deputada federal Luciana Genro apresentam as linhas gerais das propostas do partido e fazem crítica à subserviência do governo ao mercado financeiro, em detrimento de investimentos na área social. No rádio o programa será transmitido às 20h e na TV às 20h30 
 
O Brasil inteiro terá a oportunidade de assistir na noite desta quinta-feira (06) as propostas de mudanças que o PSOL tem para apresentar ao país. Em cadeia nacional de rádio e TV vai ao ar o primeiro programa gratuito do PSOL em 2014. Nas emissoras de rádio AM e FM o programa será veiculado às 20h e nos canais abertos de televisão será transmitido às 20h30.
 
Durante os 5 minutos de programa – tempo definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o pré-candidato à Presidência pelo PSOL, senador Randolfe Rodrigues, e a ex-deputada feral Luciana Genro apresentarão as linhas gerais programáticas do PSOL e as propostas de mudança que a legenda tem para apresentar ao país. Gravado em dois extremos do Brasil – no Oiapoque (extremo norte do Amapá) e no Chuí (extremo sul do Rio Grande do Sul) – o programa pretende reforçar o caráter nacional do PSOL e a sua preocupação com os problemas de todas as regiões do Brasil.
 
No programa, também será destacado o intenso trabalho da bancada do PSOL no Congresso Nacional, formada pelos deputados Ivan Valente, Chico Alencar e Jean Wyllys e pelo senador Randolfe, contra os ataques das bancadas fundamentalista, do agronegócio e dos grandes empresários. Nos 5 minutos não faltarão críticas à política econômica do governo, que prioriza o pagamento de juros da dívida e do superávit primário em detrimento de investimentos em programas sociais e na saúde e educação públicas.
 
Com um trecho gravado em Altamira, no Pará, o programa do PSOL faz, ainda, duras críticas à política do governo federal de investimento do dinheiro público em grandes construções como a da Usina de Belo Monte.
 
Não perca o programa do PSOL, nesta quinta-feira, 6 de fevereiro.
 

DO PSOL50

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

“Rolezinho”: caiu a máscara da igualdade”

Postado em: www.lucianagenro.com.br


Eu detesto shopping. Só vou por causa dos cinemas. Não é por uma questão ideológica, eu simplesmente me sinto mal com aquele apelo ao consumo desenfreado, inclusive dos vendedores que sempre querem te empurrar alguma coisa mais, desesperados para aumentar seu mísero salário com as comissões de venda. E o shopping é o templo do capitalismo, justamente por causa deste apelo. Consumir é vital, pois no capitalismo tudo é mercadoria (inclusive a força de trabalho do ser humano). Mas é somente na troca ( compra e venda) que o valor das mercadorias se realiza. Paradas elas não valem nada. Por isso a busca permanente por criar novidades e gerar necessidades. O que temos tem que se tornar obsoleto para que sejamos compelidos a consumir, realizar o valor das mercadorias, e assim fornecer combustível para o capitalismo.
Mas para que a troca seja possível é preciso a igualdade jurídica. No escravismo, por exemplo, a troca era algo excepcional e a desigualdade entre os indivíduos era parte essencial das relações sociais. Não era preciso igualdade, ao contrário, a sociedade era movida a chibatadas. Neste sentido o capitalismo foi uma evolução tremenda. Com a generalização da troca a igualdade tornou-se um imperativo, pois é necessário que eu reconheça no outro um igual para que possa com ele trocar.

Para realizar o valor das mercadorias são necessários sujeitos que as coloquem em circulação, trocando. Isto é, comprando e vendendo, supostamente em pé de igualdade e com plena liberdade. Mas esta ideia de igualdade e liberdade não passa de uma fantasia. Qual é a igualdade e a liberdade real existente na relação de compra e venda da força de trabalho,por exemplo? Nenhuma. Qual é a igualdade real existente entre um jovem negro da periferia e um branco de classe média? É só uma “máscara”, e ela tem uma função muito importante para o Sistema.

“A função desta ‘máscara’ [ da igualdade] é fazer ignorar o que permanece por detrás dela, é dissipar as diferenças para que, no plano das relações jurídicas, todos os indivíduos se coloquem num mesmo patamar. (…) No momento da troca, o que permanece visível são apenas duas máscaras idênticas, máscaras de sujeito de direito, e não dos homens concretos, situados, determinados. A igualdade jurídica, que nada mais é que a igualdade das ‘máscaras’, é essencial a esta relação, tanto quanto ( e na exata medida em que) é essencial a equivalência formal das mercadorias trocadas. Ora, assim como entre os embrulhos idênticos das coisas em comércio é possível colocar uma medida comum, o valor, entre as máscaras idênticas dos homens atomizados é possível colocar a medida comum do direito.” ( Kashiura Júnior, Celso Naoto. Crítica da Igualdade Jurídica – Contribuição ao pensamento jurídico marxista. Quartier Latin,2009. Pág. 61).

A repressão, inclusive juridicamente sustentada, contra os jovens da periferia que vão dar “rolezinho” no shopping é o momento em que a fantasia da igualdade é desfeita de forma cabal. Caiu a máscara do Direito. Eles não tem direito a igualdade jurídica com os jovens de classe média que também circulam aos bandos pelo shopping, pois os pobres não trocam, isto é, não consomem. Como ensinou um dos mais importantes juristas marxistas, Eugeny Pachukanis, esta igualdade que assegura a todos a capacidade abstrata de ser proprietário de mercadorias é puramente formal.

Os jovens pobres não tem direito de circular pelos shoppings pois eles não pertencem ao mundo do consumo. Sem consumir, são descartáveis – pois inúteis ao capitalismo – e o lugar deles é nas periferias. Mas se ousam invadir o templo do consumo, a polícia é chamada. Mesmo que não roubem, não furtem, mas se não se contentam com o seu lugar periférico e querem ocupar o espaço dos consumidores sem consumir, é para os presídios imundos – como o de Pedrinhas no Maranhão ou o Central em Porto Alegre – que eles devem ir. Polícia neles!!

E não faltam vozes, algumas até bem intencionadas, clamando por mais encarceramento. São os aparatos ideológicos do Sistema agindo para convencer os “do bem” que do outro lado estão os “do mal” e que os encarcerando estaremos todos mais seguros. Esta separação entre os “do bem” e os “do mal” é muito conveniente para o Sistema. Os “do mal” são os que não têm capacidade de consumo e só atrapalham e amedrontam os “do bem” que estão no shopping para consumir e fazer girar a roda do capitalismo. No caso dos “rolezinhos” não há roubo nem violência, mas isso não importa. Eles não compram, então não pertencem àquele lugar, são “do mal”, tem que ser expulsos.
E nos presídios, lugar reservado aos descartáveis, reina a barbárie, como vimos de forma mais aguda no Maranhão e como o filme Tropa de Elite 2 já tinha mostrado. A sociedade se chocou com a violência em Pedrinhas, mas é hora de refletir por que se chegou a este extremo. É hora de parar o clamor por encarceramento e aumentar o clamor por direitos!


E falando do filme Tropa de Elite 2, exibido ontem na Globo, precisamos mesmo é de milhares homens e mulheres com a coragem e a generosidade do Deputado Fraga ( que para quem não sabe é o nosso Marcelo Freixo do PSOL/RJ) para desmontar não só as milícias mostradas no filme, mas para seguir com mobilização popular, no combate ao inimigo, o Sistema.

Sandro Pimentel defende a candidatura de Robério Paulino para governador 2014

do blog do primo

Fifa fica em 3° lugar como pior empresa do mundo, mas ganha o troféu entre os brasileiros


Em primeiro lugar foi eleita a Gazprom, empresa de gás russa, seguida da Syngente, Bayer, BASF, as três empresas de agrotóxicos europeias

No último dia 22 de janeiro, a eleição organizada pelo Public Eye Awards, a organização que apresenta o hall das piores empresas do mundo, foi encerrada. O público elegeu como pior empresa do mundo a Gazprom, empresa de gás russa. Em seguida aparecem as empresas Syngente, Bayer, BASF - empresas de agrotóxicos europeias. Já em terceiro lugar, aparece a FIFA, com mais de 54 mil votos, dos quais cerca de 33 mil foram de brasileiros.

Ambas as empresas apresentam um histórico de irregularidades. A vencedora, por exemplo, é acusada de violar regulamentações federais de segurança e ambiental no Ártico. Sua principal atividade na região é perfurar o mar Ártico para extração de petróleo. Já a FIFA, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, tem sido acusada de irregularidades e de incentivar violações de direitos e mau uso de dinheiro público nos países que recebem o megaevento, em favorecimento de empresas parceiras e com anuência de governos locais.

A grande participação dos brasileiros na votação foi incentivada pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), que reúne movimentos e organizações sociais em todas as cidade-sede da Copa de 2014, que promoveram uma campanha digital e denunciou características machistas, homofóbicas e as violações aos direitos da pessoa cometidas por esta instituição.

Public Eye Awards
Criado em 2000, o Public Eye Awards é concedido anualmente no Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos, sempre em janeiro. A corporação ‘vencedora’ é escolhida por voto popular em função de denúncias de problemas sociais, ambientais e trabalhistas. Em 2012, a mineradora brasileira Vale foi eleita pelo público por violações de direitos humanos e impactos ambientais causados por suas operações. Por razões similares, a Shell foi a eleita de 2013. Para o ano que vem, a FIFA concorre com empresas como o banco HSBC, a loja GAP, a petrolífera Gazprom e a produtora de sementes e agrotóxicos Syngenta.

Confira a colocação:
1° Gazprom 95279- empresa de gás Russa
2° Syngente, Bayer, BASF 59837-  as três empresas de agrotoxicos europeias
3° Fifa 54333 ( desses 33642 são do Brasil)
 
fonte:http://psol50.org.br/

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Após enfarte, Edilson Silva (PSOL) tem alta e deixa hospital no Recife

Equipe médica resolveu manter a internação de Edilson Silva na UTI coronariana (Foto: Reprodução / TV Globo)Edilson Silva colocou stent no coração
(Foto: Reprodução / TV Globo)
Deixou o hospital na manhã deste domingo (26) o ex-presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Pernambuco, Edilson Silva, 45 anos. Ele havia sido internado na última quarta-feira (22) após sofrer um enfarto agudo do miocárdio. A informação sobre a alta médica foi dada pelo Hospital Pelópidas Silveira (HPS), no Curado, Zona Oeste do Recife.

Na manhã de sábado (25), Edilson tinha deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) coronária do hospital e ficou até esta manhã na enfermaria cardiológica.
Segundo boletim médico, a recuperação foi satisfatória. O paciente é diabético e, após o enfarte, passou por um cateterismo cardíaco e uma angioplastia, com implantação de um stent, dispositivo para prevenir ou impedir que a artéria sofra entupimentos.

fonte: G1

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PRESTAÇÃO DE CONTAS DAS ELEIÇÕES 2012 PSOL LAGOA SALGADA

Prestação de Contas n.° 1535-45.2012.6.20.0044-
Lagoa Salgada/RN 
Requerente: Alexsandro Targino da Silva 
e João Maria do Nascimento


SENTENÇA
Trata-se de Prestação de Contas de Campanha Eleitoral referente às eleições municipais de outubro de 2012.
Parecer técnico conclusivo pela aprovação das contas. Manifestação ministerial no mesmo sentido.
É o relatório. Decido.

A Lei n.° 9.504/97 e a Resolução TSE nº 23.376/2011 dispõem sobre a obrigatoriedade da prestação de contas pelo(a) candidato(a) eleito(a) ou não, ocasião em que deverá especificar todos os recursos recebidos e informar em que foram gastos, a fim de que a Justiça Eleitoral possa comprovar a regularidade dos gastos de campanha.
Compulsando os autos verifica-se que as informações foram prestadas na forma e tempo estabelecidos pela resolução e lei acima citadas.
Os candidatos observaram o limite de gastos informado à Justiça Eleitoral. A movimentação foi feita através de recibos eleitorais e não há notícia de doações vedadas pelo artigo 24 da Lei n.° 9.504/97.
Ademais, o parecer conclusivo do técnico do Cartório Eleitoral é no sentido de aprovação das contas apresentadas.
Assim, não havendo indícios de má fé e não tendo sido constatadas irregularidades insanáveis, estando os autos em perfeita sintonia com as disposições legais pertinentes, julgo REGULARES e, portanto, aprovadas as contas de campanha do(a) candidato(a) a prefeito(a) Alexandro Targino da Silva, filiado(a) ao PSOL e do candidato a Vice-prefeito João Maria do Nascimento, filiado ao PSOL.


P.R.I. Dê-se ciência ao Ministério Público.

Após o trânsito em julgado, arquive-se e dê-se baixa na distribuição.
Monte Alegre/RN, 22 de Janeiro de 2014.
MARCOS JOSÉ SAMPAIO DE FREITAS JUNIOR
Juiz Eleitoral

DO DIARIO DA JUSTIÇA

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Definida nova Executiva Nacional, que ficará à frente do PSOL nos próximos dois anos


Luiz Araújo é o novo presidente do PSOL, eleito no 4º Congresso Nacional /
Além dos membros de cada secretaria, reunião também escolheu presidente da Fundação Lauro Campo

Os nomes dos dirigentes que comporão a Executiva Nacional do PSOL foram definidos em reunião realizada no último dia 16, em São Paulo. Eleitos pelas chapas apresentadas ao 4º Congresso Nacional do partido, realizado de 29 de novembro a 1º de dezembro, em Luziânia, os dirigentes nacionais ficarão à frente do PSOL nos próximos dois anos, conforme prevê o estatuto do partido. 

O presidente eleito no 4º Congresso Nacional, Luiz Araújo, contará, durante esses dois anos, com o apoio de mais 18 companheiros distribuídos nas oito secretarias que formam a estrutura partidária. Na reunião do dia 16/12, também foi escolhido o presidente da Fundação Lauro Campos.

Confira abaixo a nominada da nova Executiva Nacional do PSOL
Presidente: Luiz Araújo (DF)
1º Secretário Geral: Fernando "Tostão" (SP)

2º Secretário Geral: Leandro Recife (SP)

1º Secretário de Finanças: Francisvaldo Mendes
2º Secretário de Finanças: Luciete Silva (SP)

1º Secretário de Comunicação: Juliano Medeiros (RS)

2ª Secretária de Comunicação: Maria José Maninha (DF)

1ª Secretária de Formação: Marinor Brito (PA)

2ª Secretária de Formação: Celisa Melo (AP)

1º Secretário de Movimentos Sociais: Rogério Silva (BA)

2ª Secretária de Movimentos Sociais: Camila Valadão (ES)

1º Secretário de Organização: Edilson Silva (PE)

2ª Secretária de Organização: Albanise Pires (PE)

1ª Secretária de Relações Institucionais: Sílvia Santos (RJ)

2ª Secretária de Relações Institucionais: Brice Bragato (ES)

1º Secretário de Relações Internacionais: Pedro Fuentes (RS)

2ª Secretária de Relações Internacionais: Mariana Rsicali (SP)

Membro Vogal: Djalma do Espírito Santo (AP)

Presidente da Fundação Lauro Campos: Luciana Genro (RS)
 


Fonte: Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

ARTIGO DO SITE CARTA POTIGUAR APRESENTA ESPAÇOS PARA O PSOL/RN

Avenida aberta para o PSOL no RN
Em que pese cada pessoa ter “um lado”, um posicionamento ideológico; isto não inviabiliza a necessidade de sonhar com um campo político, que permita uma eleição “sortida” com muitos projetos em disputa. E é justamente o cenário que não se desenha, pelo menos por enquanto, para 2014 no Rio Grande do Norte. A feira nem começou e as prateleiras para a majoritária já estão vazias.
Até o presente momento, há duas candidaturas competitivas – a que virá do PMDB e a da ex-governadora Wilma de Faria. Há quem acredite nas (remotas) chances eleitorais de Rosalba. Mas não é bom desconsiderar a realiadade: alta rejeição, atrasos seguidos de salários, perda do voto urbano (ou alguém acredita que Rosalba repetirá o mesmo desempenho que teve em 2010 em Natal e na região metropolitana?), difícil relação com os grupos empresariais, etc, tornam a tarefa praticamente impossível. Um brado retumbante substituto da Rosa ornado de boas novas? Improvável. O cidadão não é um idiota político. E outra: imaginar que empréstimos salvadores irão mudar a rota é um delírio já compartilhado pelo grupo da ex-prefeita Micarla de Sousa (não quero dizer, com isso, que Rosalba e Micarla são a mesma coisa). Não há sequer tempo para gastar os recursos, pois que uma intervenção de maior porte requer projeto, licenças, licitações. Bem distante de algo que se resolva do dia para a noite.
Voltemos aos fatos. Carregando agendas sofríveis para o RN – para dizer o mínimo –, PMDB e o grupo wilmista abrirão amplo espaço para uma candidatura não alinhada. Um postulante sem uma grife tradicional ainda surfará no desgaste da chamada “classe política”, que Henrique, Wilma e congêneres corporificam muito bem. Tal tendência será ainda mais fortalecida pelo esquizofrênico desejo posto pelas articulações de ambos os lados de produzirem um sonhado pleito sem disputa, sem debate e o (positivo) confronto político. Problemas enfrentados, soluções levantadas e grupos sociais atingidos mobilizados, ou seja, o jeito de fazer política com “P” maiusculo está nas cordas. No centro só o que a população tende a comprar como “conchavo” ou, em sua versão descolada, “acordão” – uma noção com pouco valor explicativo, mas já consagrada pelo acrítico jornalismo local.
O deputado estadual Fernando Mineiro e o vereador Fernando Lucena, os dois do PT, já perceberam o potencial destrutivo dessa conjuntura e tentam, remando contra a corrente, valorizar o debate e aproximar o diálogo das bases sociais e partidárias. Eles sabem que uma coligação do PT fechada “por cima” com o PMDB pode significar a perda da atuante militância, além de frustrar, inclusive, o crescimento da agremiação em 2014 e, não nos esqueçamos, em 2016 quando Mineiro, pelos mais de 20% dos votos que obteve em 2012, pode ingressar de forma mais bem posicionada. Mas o trabalho é difícil e o grupo majoritário, pela linha nacional, já impôs a direção do vento.
Os dois grupos em formação, sem agenda clara e com uma articulação completamente distante do eleitor, terão condições de satisfazer os anseios do cidadão? Me parece que não.
Por tudo o que foi dito, haverá, a continuar nessa tocada, um grande contigente de norte-riograndenses dispostos a não votar em um candidato do PMDB, nem muito menos numa desbotada “guerreira”. Procurarão, provavelmente, um candidato cacareco, no estilo Miguel Mossoró, ou um postulante que não navegue na barca das “oligarquias”.
É a avenida que se abre para o PSOL no Rio Grande do Norte. Com uma candidatura capaz de propor um debate qualificado e procurando dialogar com os estudantes, servidores públicos, trabalhadores, além de outros setores será possível obter uma significativa votação, bem além dos minguados 3%. Um bom desempenho na majoritária traria outro atrativo: ajudar a impulsionar as candidaturas nas proporcionais. Pelo andar da carruagem Amanda Gurgel para Deputada Federal – caso a aliança PSTU-PSOL se repita – e Sandro Pimentel na disputa por um acento na assembleia.
Mas será preciso fazer política. Até para driblar o escasso tempo de tv e falta de infiltração no interior. De pouco adiantará apenas produzir incompreensíveis lições morais, denunciar as vagas oligarquias ou atentar para outras questões menores como ocorreu nas eleições na capital em 2012. Será imprescindível por o dedo na ferida. Por exemplo, apontar o modo como Wilma, que prometeu acabar com o analfabetismo, entregou a educação do RN para sua sucessora: como o vigésimo quarto estado da federação conforme índices do setor. Provar que a estória da suposta união da classe política – como se fosse desejável uma democracia sem oposição, existisse amplo consenso sobre os problemas que atravessam o RN e como resolvê-los – para captar os recursos que o RN tanto necessita não passa de mero engodo e que amargamos a rabeira no que tange o recebimento de transferências voluntárias da união no nordeste, ficando atrás de estados bem menores que o nosso e sem contarem com a presidência do senado, da câmara. O eleitor, para se sentir seguro, deverá ser convencido da consistência do discurso, perceber firmeza e descartar a possibilidade do mero devaneio da espuma radical e da nada modesta superioridade ética. Constatar que se trata de uma candidatura que toma parte em seu favor, que fala com ele e para ele.
A estratégia não poderá ser isoladora. Marchar suavemente um pouco mais para o centro será preciso. Alias como fez Amanda Gurgel em 2012, que nitidamente escondeu o nome da sua agremiação e fez uma campanha capaz de ampliar o horizonte de votantes. Com uma candidatura nos moldes da promovida pelo PSOL-RJ, com Marcelo Freixo, ou, guardadas as devidas diferenças, de Randolfe na região norte, será possível surpreender e, de fato – intenção buscada pelo PSOL em 2012 em Natal, mas nem de longe atingida –, qualificar o pleito. Se isso acontecer, todos ganharão – eleitores e os demais candidatos, talvez, forçados a mudar o marasmo que tem tudo para sobrepujar nas eleições que se avizinham.

PSOL admite ter candidato próprio

Com histórico de oposição a todas as esferas de poder, o PSOL do Ceará também já se prepara para lançar candidato ao Governo do Estado, nas eleições de outubro deste ano. Segundo dirigentes do partido, a legenda está discutindo a possibilidade de lançar candidatura aliada a outras duas agremiações menores: o PCB e o PSTU. No próximo sábado, 25 de janeiro, a sigla realiza reunião do diretório estadual, após a qual deve divulgar “indicativo de pré-candidatura”. 

O advogado Renato Roseno é um dos nomes mais cotados para disputar o Governo do Estado representando o PSOL foto: JOSÉ LEOMAR
Embora reforce que ainda não há nenhuma oficialização, a nova presidente estadual do PSOL, Cecília Feitoza, comenta que o nome do ex-presidente estadual e candidato do partido na última eleição municipal, o advogado Renato Roseno, é um dos mais cotados para disputar o Governo do Estado. Segundo ela, ele é um dos que têm o “perfil” mais próximo ao que partido quer, “jovem”, “ideológico”, “próximo ao que as ruas querem contra a velha forma de fazer política”.

Cecília afirma que o encontro do próximo dia 25 vai ser a primeira discussão “oficial”, com a participação de membros do partido de todos os municípios do interior, sobre candidaturas no Estado. Ela justifica que essa discussão regional não tinha sido feita até agora, pois o diretório estadual estava priorizando o debate nacional sobre o candidato a presidente da República, quando o PSOL do Ceará chegou a apresentar a candidatura de Roseno ao Executivo Federal.

A presidente lembra que, durante o Congresso Nacional do PSOL, em dezembro do ano passado, o diretório estadual retirou a candidatura do advogado cearense, alegando que o processo interno, que culminou com a escolha do senador Randolfe Rodrigues (AP) como candidato a presidente, foi marcado por polêmica em relação a possíveis “métodos” fraudulentos utilizados. “Resolvemos retirar a candidatura dele de vez durante a votação por não reconhecer esses métodos”, alega.

A escolha de Ranfolfe chegou, inclusive, a dividir o partido no Ceará. Enquanto setores ligados à corrente interna do PSOL da qual Renato Roseno e o vereador João Alfredo fazem parte não reconheceram a escolha do senador do Amapá como candidato à Presidência, a vereadora Toinha Rocha defendeu que a decisão do congresso nacional do partido deveria ser respeitada e Ranfolfe Rodrigues, “abraçado” por todos os correligionários. 

Apesar da divisão, a nova presidente estadual do PSOL afirma que, embora o partido no Ceará já tenha desistido de lançar Roseno como candidato a presidente, o diretório estadual vai continuar lutando pela realização de uma conferência eleitoral até junho deste ano, quando acontecem as convenções que vão oficializar os candidatos. Segundo ela, essa decisão está contida em resolução já aprovada pela Executiva Estadual do partido. 

Parlamento
Sem nenhum representante cearense na Assembleia Legislativa nem na Câmara Federal, Cecília Feitosa afirma que o partido também está se preparando para tentar eleger deputados. Ela pondera, contudo, que, trabalhando com o coeficiente eleitoral de cerca de 100 mil votos para eleger um parlamentar, aliado aos recursos de campanha reduzidos que o partido conta e a regras eleitorais “injustas”, o partido terá dificuldade para obter bons resultados nas eleições para o Parlamento. Sobre nomes que devem disputar vagas, a presidente estadual do PSOL afirma que, apesar das especulações, nada ainda está definido. 


fonte:http://diariodonordeste.globo.com

sábado, 7 de dezembro de 2013

IMAGENS DO 4º CONGRESSO NACIONAL DO PSOL (fotos psol)

O 4º congresso do PSOL revelou um partido dividido, no entanto precisamos entender que  são varias tendências e/ou correntes que constroem o PSOL, logo não podemos exigir consenso e alguns ainda acreditam que toda unanimidade é burra.
O que ficou claro é que temos que construir um PSOL forte e que esteja em sintonia com as ruas e as massas, assim sendo protagonista e assumindo seu posto de principal partido de esquerda no Brasil. 
Precisamos unificar cada vez mais o bloco de esquerda dentro do partido, e afiar o debate para o pleito de 2014 o qual o PSOL certamente despontará como alternativa para as massas, minorias e em sintonia com as jornadas de junho.
Nós que fazemos o PSOL Lagoa Salgada, temos uma tarefa de consolidar a nossa base, na luta contra os coronéis que massacram nossos munícipes, é neste sentido que vamos pautar nossas jornadas de luta em nosso município. 


CREDITOS DAS IMAGENS

Manoel Rodrigues(Marabá/PA)
Alexsandro Targino (Lagoa Salgada/PA)
Marcus Miranda (Natal/RN)




Robério Paulino


Luciana Genro

RECIFE


Alexsandro e Babá 




Roberto Robaina 


mesa

a esquerda Maradona MST Argentina
























Santiago e Sandro Pimentel